Nova seda da Direção Executiva do Serviço Nacional de Saúde foi inaugurada no Porto
O Porto inaugurou oficialmente a nova sede da Direção Executiva do Serviço Nacional de Saúde (SNS) na Rua Direita do Viso, um projeto que visou a construção/remodelação de um edifício para centralizar as funções executivas do SNS, com o Primeiro-Ministro Luís Montenegro a presidir à cerimónia em janeiro de 2026, destacando melhorias no SNS apesar dos desafios. A estrutura, que tem Fernando Araújo como Diretor Executivo desde 2022, representa um passo na descentralização e gestão mais eficiente do SNS, com os trabalhos de construção/remodelação a decorrerem entre 2024 e 2025.
“Este é um momento relevante para a cidade e para o país, que afirma, de forma concreta, que a descentralização é, para além de um princípio político, uma opção estratégica para melhorar a decisão pública e reforçar a coesão nacional”, enaltece Pedro Duarte.
O novo espaço no Viso, na freguesia de Ramalde, foi inaugurado com a presença do primeiro-ministro, Luís Montenegro, da ministra da Saúde, Ana Paula Martins, e do diretor do SNS, Álvaro Almeida.
“A escolha do Porto reflete a confiança nas condições que aqui existem: conhecimento, ciência, capacidade técnica e instituições de saúde de excelência”.
A Direção Executiva do Serviço Nacional de Saúde (DE-SNS) tem uma nova sede, inaugurada esta segunda-feira, 12 de janeiro, numa cerimónia que contou com a presença do primeiro-ministro, Luís Montenegro, da ministra da Saúde, Ana Paula Martins, e do presidente da Câmara Municipal do Porto, Pedro Duarte. As novas instalações situam-se na zona do Viso, na freguesia de Ramalde, e vêm substituir as anteriores, instaladas, de forma provisória e desde a sua fundação, em 2022, num espaço do Hospital de São João.
O facto da sede de um instituto público se situar no Porto não foi esquecido pelo presidente da Câmara, nem pelo diretor executivo do SNS. "Num país com assimetrias territoriais persistentes, a descentralização deixou de ser um debate meramente administrativo para se afirmar como uma questão estrutural de eficácia, de qualidade da decisão pública e de coesão nacional", sublinhou Pedro Duarte.
"A direção executiva é uma das poucas instituições da administração central cuja sede se situa fora de Lisboa", acrescentou Álvaro Almeida.
A escolha do Porto para acolher a sede da Direção Executiva do SNS resulta, de acordo com o autarca portuense, "do reconhecimento de que existem, neste território, condições objetivas para acolher uma estrutura nacional, com responsabilidades de coordenação e de visão integrada".
Lembrando que a cidade concentra instituições académicas, científicas e de saúde pública "de excelência", como a Faculdade de Medicina da Universidade do Porto, o ICBAS – Instituto de Ciências Biomédicas Abel Salazar, o i3S – Instituto de Investigação e Inovação em Saúde e o ISPUP – Instituto de Saúde Pública da Universidade do Porto, entre outros, Pedro Duarte deixou um agradecimento ao Governo pela "prova de confiança" dada ao Município, encarando com "forte sentido de responsabilidade" a instalação da DE-SNS na Invicta.
"Não como um ganho simbólico ou uma conquista territorial, mas como um compromisso: o de trabalhar em parceria com o Governo e com a Direção Executiva do SNS, para servir melhor a cidade, servir melhor a região e, dessa forma, servir melhor o país", concluiu o presidente da Câmara.
Já o primeiro-ministro focou a sua intervenção em aspetos mais gerais da saúde. "Portugal tem uma garantia de acesso à saúde como em poucos países do mundo, o que é atestado por relatórios. Não podemos fazer dos casos que temos a generalização", reconheceu Luís Montenegro, revelando que o SNS oferece, diariamente, aos portugueses cerca de 150 a 170 mil atos médicos.
O primeiro-ministro, que, tal como já o tinham feito o presidente da Câmara e o da Direção Executiva do SNS, deixou uma palavra de apreço ao antigo ministro da Saúde, Manuel Pizarro, presente na cerimónia e que tomou a decisão, dupla, de instalar no Porto e na zona do Viso a sede da DE-SNS, assegurando que o Governo vai prosseguir com reformas no setor.
"Há alguns para quem está sempre tudo mal. As pessoas reclamam sempre mudanças e depois contrastam-nas. Não nos deixamos intimidar, vamos seguir em frente para conseguirmos resultados diferentes daqueles que temos tido", vincou.
Antes dos discursos de praxe, Luís Montenegro, Ana Paula Martins, Pedro Martins e Álvaro Almeida visitaram a sala de crise da Direção Executiva do SNS.
Fonte: CM Porto
Foto: Pedro Duarte (Instagram)