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Cidade do Porto

2026/01/12

Espaços da cidade sem constrangimentos dos estaleiros na Linha Rosa até junho

Freguesias

Os espaços públicos da cidade do Porto ainda ocupados pelos estaleiros da empreitada da Linha Rosa (G) vão ser desobstruídos até ao próximo mês de junho, ainda a tempo das tradicionais festas de São João. A garantia foi deixada na passada sexta-feira por Emídio Gomes, presidente do Conselho de Administração da Metro do Porto, durante uma visita à obra que realizou com Pedro Duarte, presidente da Câmara Municipal do Porto, e com os principais responsáveis da autarquia. “Estamos a fazer tudo por tudo para que o São João deste ano decorra sem qualquer impedimento à superfície motivado pelos trabalhos da Linha Rosa”, referiu Emídio Gomes.

A Linha Rosa (G) vai acrescentar cerca de 3 kms à rede do Metro do Porto e inclui a construção de quatro novas estações: São Bento, Hospital de Santo António, Galiza e Casa da Música. O investimento nesta empreitada é de 422,9 milhões de euros, assegurado pelo programa Sustentável 2030, pelo Fundo Ambiental e pelo Orçamento do Estado.

Durante uma visita ao local onde vai funcionar a Linha Rosa, o presidente da Metro do Porto, Emídio Gomes, deixou a garantia de que, "até ao São João, todos os impedimentos à superfície estarão solucionados", libertando a via pública das obras que causam constrangimentos à mobilidade. Para o autarca portuense, Pedro Duarte, a garantia manifestada esta sexta-feira "é uma luz ao fundo do túnel". Prazo de conclusão da empreitada será apresentado na reunião do Executivo, a 20 de janeiro.

"O esforço que temos feito com a nova administração da Metro é para que possamos, por um lado ter esta linha a funcionar o mais cedo possível e, em simultâneo, pudermos de alguma maneira tranquilizar a população com as obras que decorrem à superfície, que são motivo de alguma instabilidade no dia a dia da cidade", expressou Pedro Duarte, reagindo ao anúncio de Emídio Gomes, que certificou os esforços da empresa "para garantir que a festa de São João deste ano decorra sem qualquer impedimento motivado pela Linha Rosa".

Para o presidente da Câmara do Porto, este desimpedimento da via pública – ao qual se referiu como "primeira fase" da conclusão definitiva das obras – constitui o alcance do "primeiro grande objetivo", mostrando-se "satisfeito por haver este compromisso".

Apesar de considerar a promessa deste procedimento "uma luz ao fundo túnel" e de se mostrar flexível com algumas dilações na empreitada, o autarca considerou que, em alguns momentos, se assistiu a uma "derrapagem excessiva" dos prazos.

"Há atrasos que podemos até compreender, mas há excessos que não são aceitáveis", notou, após uma visita ao túnel onde vai circular a Linha Rosa, cuja construção em curso já causou "prejuízos muito significativos para os portuenses e a muitos que nos visitam", tal como a "comerciantes e atividades económicas".

Com o desimpedimento da via finalizado, Pedro Duarte espera que, numa segunda fase, se reúnam as condições para que a circulação seja estabelecida o mais rápido possível, sublinhando que também este passo deverá ser dado "com a segurança e com a solidez necessárias para, quando a operação começar, tudo estar feito de maneira a não criar outro tipo de constrangimentos".

"Estamos todos imbuídos no mesmo espírito: causar o menor prejuízo possível à cidade e rapidamente termos esta infraestrutura notável, que trará muitos benefícios às pessoas", concluiu Pedro Duarte, que, na visita ao túnel, esteve acompanhado pela vice-presidente da Câmara, Catarina Araújo, e pelo vereador da Mobilidade, Hugo Beirão.

Sobre os prazos finais para a conclusão da obra, Emídio Gomes remeteu os esclarecimentos para dia 20 de janeiro, data em que a administração da Metro irá participar numa reunião do Executivo municipal.

"É uma questão de respeito para com todos", salvaguardou o presidente da Metro, garantindo ainda que "a obra está num estado muitíssimo avançado".

A Linha Rosa terá um percurso totalmente subterrâneo entre São Bento e a Casa da Música, com paragens intermédias no Hospital de Santo António e a Galiza, tendo uma extensão de cerca de três quilómetros.

 

Fonte: Metro do Porto | CMP
Foto: CMP | João Pedro Rocha

 

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