Os espaços públicos da cidade do Porto ainda ocupados pelos estaleiros da empreitada da Linha Rosa (G) vão ser desobstruídos até ao próximo mês de junho, ainda a tempo das tradicionais festas de São João. A garantia foi deixada na passada sexta-feira por Emídio Gomes, presidente do Conselho de Administração da Metro do Porto, durante uma visita à obra que realizou com Pedro Duarte, presidente da Câmara Municipal do Porto, e com os principais responsáveis da autarquia. “Estamos a fazer tudo por tudo para que o São João deste ano decorra sem qualquer impedimento à superfície motivado pelos trabalhos da Linha Rosa”, referiu Emídio Gomes.
A Linha Rosa (G) vai acrescentar cerca de 3 kms à rede do Metro do Porto e inclui a construção de quatro novas estações: São Bento, Hospital de Santo António, Galiza e Casa da Música. O investimento nesta empreitada é de 422,9 milhões de euros, assegurado pelo programa Sustentável 2030, pelo Fundo Ambiental e pelo Orçamento do Estado.
Durante uma visita ao local onde vai funcionar a Linha Rosa, o presidente da Metro do Porto, Emídio Gomes, deixou a garantia de que, "até ao São João, todos os impedimentos à superfície estarão solucionados", libertando a via pública das obras que causam constrangimentos à mobilidade. Para o autarca portuense, Pedro Duarte, a garantia manifestada esta sexta-feira "é uma luz ao fundo do túnel". Prazo de conclusão da empreitada será apresentado na reunião do Executivo, a 20 de janeiro.
"O esforço que temos feito com a nova administração da Metro é para que possamos, por um lado ter esta linha a funcionar o mais cedo possível e, em simultâneo, pudermos de alguma maneira tranquilizar a população com as obras que decorrem à superfície, que são motivo de alguma instabilidade no dia a dia da cidade", expressou Pedro Duarte, reagindo ao anúncio de Emídio Gomes, que certificou os esforços da empresa "para garantir que a festa de São João deste ano decorra sem qualquer impedimento motivado pela Linha Rosa".
Para o presidente da Câmara do Porto, este desimpedimento da via pública – ao qual se referiu como "primeira fase" da conclusão definitiva das obras – constitui o alcance do "primeiro grande objetivo", mostrando-se "satisfeito por haver este compromisso".
Apesar de considerar a promessa deste procedimento "uma luz ao fundo túnel" e de se mostrar flexível com algumas dilações na empreitada, o autarca considerou que, em alguns momentos, se assistiu a uma "derrapagem excessiva" dos prazos.
"Há atrasos que podemos até compreender, mas há excessos que não são aceitáveis", notou, após uma visita ao túnel onde vai circular a Linha Rosa, cuja construção em curso já causou "prejuízos muito significativos para os portuenses e a muitos que nos visitam", tal como a "comerciantes e atividades económicas".
Com o desimpedimento da via finalizado, Pedro Duarte espera que, numa segunda fase, se reúnam as condições para que a circulação seja estabelecida o mais rápido possível, sublinhando que também este passo deverá ser dado "com a segurança e com a solidez necessárias para, quando a operação começar, tudo estar feito de maneira a não criar outro tipo de constrangimentos".
"Estamos todos imbuídos no mesmo espírito: causar o menor prejuízo possível à cidade e rapidamente termos esta infraestrutura notável, que trará muitos benefícios às pessoas", concluiu Pedro Duarte, que, na visita ao túnel, esteve acompanhado pela vice-presidente da Câmara, Catarina Araújo, e pelo vereador da Mobilidade, Hugo Beirão.
Sobre os prazos finais para a conclusão da obra, Emídio Gomes remeteu os esclarecimentos para dia 20 de janeiro, data em que a administração da Metro irá participar numa reunião do Executivo municipal.
"É uma questão de respeito para com todos", salvaguardou o presidente da Metro, garantindo ainda que "a obra está num estado muitíssimo avançado".
A Linha Rosa terá um percurso totalmente subterrâneo entre São Bento e a Casa da Música, com paragens intermédias no Hospital de Santo António e a Galiza, tendo uma extensão de cerca de três quilómetros.
Fonte: Metro do Porto | CMP
Foto: CMP | João Pedro Rocha