Governo e autarcas da Área Metropolitana do Porto (AMP) estão alinhados no propósito de aproveitar os fundos do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) utilizados no Plano de Ação para as Comunidades Desfavorecidas. Esta sexta-feira, o ministro da Economia e Coesão Territorial marcou presença na sede da Área Metropolitana, onde reuniu com os autarcas, deixando algumas garantias sobre o futuro dos fundos europeus.
Manuel Castro Almeida revelou que foi encontrado um "método" para "estarmos todos do mesmo lado, a fim de resolver os problemas que, atualmente, existem". "Senti da parte dos autarcas uma grande vontade de levar para o terreno as obras previstas no PRR e Portugal 2030. Precisamos de executar bem os fundos europeus, a horas, de acordo com as regras", adiantou.
Apesar do "clima de boa vontade" que encontrou no seio do Conselho Metropolitano, o governante assinalou que não será possível prolongar prazos. "O Governo não tem abertura porque não pode. Nem o Governo português, nem o espanhol, nem o francês. É impossível prorrogar o prazo do PRR. Não é por aí que nós vamos", disse, acrescentando: "Vamos ter que encontrar outras soluções que não passarão pelo alargamento do prazo, porque isso é uma regra europeia e é impossível de ultrapassar em Portugal".
O presidente do Conselho Metropolitano do Porto e também presidente da Câmara do Porto deixou a garantia de que serão encontradas "soluções criativas" para ultrapassar eventuais atrasos, destacando a "componente política muito importante" da reunião.
"A atitude - felizmente - da Área Metropolitana para com o Governo não é propriamente reivindicativa". "Não estamos nesse patamar. Estamos, até por vontade própria, mas por aquilo que é vontade do Governo, a trabalhar em parceria", referiu Pedro Duarte.
Adiantando que ainda estão a ser ultimados os documentos para enviar ao Governo, relativos às propostas e sugestões da AMP, que irão abranger áreas distintas, desde o edificado à cibersegurança, o presidente da Câmara do Porto frisou que o futuro é "de muito trabalho, para que possa dar frutos".
"Queremos, de facto, preparar a região, dando-lhe a resiliência suficiente para podermos prevenir para as alterações climáticas. Estamos perante uma oportunidade de, proactivamente, prepararmos o futuro", concluiu o presidente do Conselho Metropolitano.
Fonte: CM Porto
Foto: CMP | Andreia Merca