Estão já prontas a auxiliar o trabalho da Polícia de Segurança Pública (PSP) por uma cidade mais segura para os cidadãos 117 novas câmaras de videovigilância. O equipamento está instalado nos bairros Marechal Gomes da Costa, Pasteleira e Pinheiro Torres, mas também nas zonas da Foz, Asprela, Campanhã e Paranhos e junto ao Terminal Intermodal e ao Estádio do Dragão.
A entrada em funcionamento das novas câmaras foi testemunhada, na tarde desta sexta-feira, pelo presidente da Câmara, acompanhado do comandante do Comando Metropolitano do Porto da PSP, Vítor Rodrigues, e da comandante da Polícia Municipal, Liliana Marinho, no Bairro da Pasteleira.
Conhecido como "problemático", devido à associação com o tráfico de estupefacientes, e admitindo que "as câmaras não vão resolver o problema", Pedro Duarte acredita que estas "podem atenuar, dissuadir os comportamentos e devolver a segurança do cidadão comum, que quer uma vida tranquila e segura".
O presidente da Câmara reforça que "o espaço público pode propiciar comportamentos inadequados, mas também podem dissuadi-los se estiver bem cuidado", nomeadamente no que à pequena criminalidade diz respeito, "suficiente para causar intranquilidade nas pessoas".
Estas 117 câmaras, um número que Pedro Duarte considera "muito significativo, que vai alterar um pouco o panorama da cidade", correspondem à segunda fase da implementação do sistema de videovigilância. A primeira instalou 79 equipamentos na zona histórica e na baixa do Porto. Ao todo, o investimento municipal atinge os quatro milhões de euros, valor que o presidente da Câmara não considera "significativo" dado o "retorno cívico" da medida.
Desde o início de funcionamento, em junho de 2023, o Centro de Comando e Controlo de Videovigilância já extraiu imagens correspondentes a 2.838 crimes, com um efeito que o presidente da autarquia considera “muito positivo”.
“Em primeiro lugar, [há] um efeito dissuasor de criminalidade e, em segundo, [há outro] do ponto de vista da prevenção e da repressão criminal de comportamentos que não são adequados em sociedade”, considera Pedro Duarte.
Já em fase de "estudo e avaliação" está a terceira fase do sistema de videovigilância. "Uma das áreas que já definimos e onde vamos apostar é em Ramalde, para onde prevemos cerca de meia centena de câmaras", adianta o autarca.
Reforçando este como "um elemento muito importante", mas complementar, o presidente da Câmara acredita que o aumento de meios tecnológicos pode potenciar uma "uma proximidade forte da polícia" ao "ajudar-nos a libertar homens e mulheres para estarem nas ruas junto das pessoas".
Fonte: CM Porto
Foto: CMP | João Pedro Rocha