"Os Povos do Mundo" saem à rua este domingo para manter viva a tradição que une largas centenas de pessoas na Foz do Douro. Do Largo de Sobreiras, na Cantareira, ao "banho santo" na Praia do Ourigo, mais de 600 pessoas dão vida a mais uma edição do Cortejo de Trajes de Papel, o ponto alto das festas em honra de São Bartolomeu.
Este ano, os blocos representam culturas distintas: o Norte e Sul de África vestem o Bairro de Aldoar, a Pasteleira traz a cultura do México e do Brasil, a União de Freguesias de Aldoar, Foz do Douro e Nevogilde celebra a diversidade da União Europeia, enquanto o Órfeão da Foz do Douro representa os trajes tradicionais de países europeus de fora da UE.
Desfilam, ainda, o Desportivo Operário Fonte da Moura em homenagem ao Ano Novo Chinês, e o Paraíso Sport Club, com as cores da cultura Viking.
A tradição, candidata a Património Cultural Imaterial da UNESCO, tem raízes na década de 20 para 30 do século XX, quando, dizem, um antigo banheiro na Praia do Ourigo começou a fazer algumas brincadeiras com crianças vestidas em trajes de papel, que animavam a praia no final do verão, inspirada num ritual de passagem da linha do Equador pelos navegadores franceses.
A prática ter-se-á fundido com o já enraizado culto a São Bartolomeu, o santo que larga o demónio que tem acorrentado aos pés e, para proteção, acaba por encarnar nas águas. Neste dia, acredita-se, o banho no mar vale por sete.
Com início às 10 de horas de domingo, o Cortejo de Trajes de Papel obriga a alguns condicionamentos de trânsito naquela zona da cidade.
Fonte/Foto: CM Porto